Géssica Hellmann & Alex Oliveira

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Pesquisa B2B: marketing industrial e marketing de conteúdo

Uma pesquisa recentemente realizada pelo Content Marketing Institute e pelo MarketingProfs, com patrocínio da Oracle, investigou o estado das práticas de marketing de conteúdo no segmento B2B nos EUA, com destaque especial para o marketing industrial. Confira a seguir os principais resultados.

Figura 1: Fatores de desempenho no marketing de conteúdo B2B - comparação entre o segmento industrial e o agregado do setor. Fonte: Content Marketing Institute (2014) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Figura 1: Fatores de desempenho no marketing de conteúdo B2B – comparação entre o segmento industrial e o agregado do setor. Fonte: Content Marketing Institute (2014) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Marketing de conteúdo B2B: entusiasmo e improvisação

  • A adoção do marketing de conteúdo é quase total entre as empresas B2B, embora seja mais lenta no setor industrial (86%) do que na média do segmento (93%).
  • Apenas 30% das empresas industriais se consideram eficientes na implementação do marketing de conteúdo, contra 42% das demais.
  • Somam 21% as indústrias que têm um plano formal de marketing de conteúdo, menos da metade da média do segmento B2B (44%).
  • Na média, as empresas industriais alocam 21% do seu orçamento de marketing em ações de marketing de conteúdo, contra 30% da média do setor.
  • 70% das empresas industriais estão produzindo mais conteúdo neste ano do que ano passado. A média do setor é de 73%.

Táticas: girando a metralhadora do conteúdo

  • O número médio de táticas de marketing de conteúdo utlizadas é 13, sendo que as seguintes táticas somam 50% ou mais do total de citações:
    • Newsletters – 82%
    • Eventos presenciais – 81%
    • Vídeos – 80%
    • Artigos no site da empresa – 79%
    • Mídias sociais – 79%
    • Artigos em sites de terceiros – 69%
    • Revistas impressas – 69%
    • Estudos de casos – 67%
    • White papers – 64%
    • Blogs – 54%
    • Apresentações online – 54%
    • Webinars/Webcasts – 52%
  • As táticas que receberam menos de 50% de citações incluíram Ferramentas de Conteúdo da Marca (47%), Revistas Digitais (42%), Microsites (42%), Relatórios de Pesquisa (37%), Infográficos (35%), Newsletters impressas (35%), Conteúdo Móvel (34%), Relatórios Anuais (27%), Livros (23%), Conferências virtuais (23%), Aplicativos móveis (22%), e-books (18%), Conteúdo Licenciado (17%), Podcasts (14%) e Jogos (6%).
  • Quanto à eficiência das táticas citadas, confira na figura 2 as 9 táticas que receberam 50% ou mais das citações.
Figura 2: Eficiência das táticas de marketing de conteúdo no segmento B2B - Fonte: Content Marketing Institute (2014) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Figura 2: Eficiência das táticas de marketing de conteúdo no segmento B2B – Fonte: Content Marketing Institute (2014) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Mídias sociais: o mais popular não é o mais eficiente no segmento B2B

  • Entre as mídias sociais, o grupo das mídias líderes é encabeçado pelo Youtube, com 81% das citações, seguido por Facebook (76%), Linkedin (73%) e Twitter (63%).
  • O Google+ mantém-se numa espécie de posição de “aspirante à importância” neste segmento, somando 42% das citações.
  • As outras mídias sociais receberam, cada uma delas, 21% ou menos das citações.
  • Com relação à eficiência, somente Youtube, com 59%, e Linkedin, com 56%, superaram a barreira dos 50% de citações.

Marketing de conteúdo para atingir múltiplos objetivos

  • O objetivo mais citado para a estratégia de marketing de conteúdo no segmento B2B foi aumentar a consciência da marca, com 81%.
  • Com mais de 60% das citações, aparece a Retenção de Clientes (68%), Engajamento (67%) e Geração de Leads (67%).
  • Na faixa dos 50%, temos Aquisição de Clientes (58%), Aumentar a visitação ao site da empresa (57%) e Vendas (56%).

As muitas réguas para medir o sucesso do marketing de conteúdo

  • Os executivos têm à disposição uma imensa variedade de métricas para avaliar o sucesso de suas campanhas, sendo que a mais citada foi a Audiência do Site, somando 63% das respostas.
  • Na faixa de 40% das citações, temos Qualidade dos Leads (48%), Tempo no site (45%), Quantidade de Leads (42%), Rankings no Google (42%), Vendas Diretas (41%), Retorno Positivo dos Clientes (41%) e Compartilhamentos em Mídias Sociais (40%).
  • Na faixa dos 20%, aparecem Percepção de Qualidade Comparativa (29%), Aumento na Lealdade dos Clientes (28%), Aumento no Número de Assinantes (28%), Aumento Comparativo na Consciência da Marca (21%), Links externos (21%).
  • Com menos de 10%, foram citadas as Vendas Cruzadas (7%) e as Reduções de Custos (6%).

Consequências para as empresas brasileiras

Este estudo do mercado dos EUA mostra o segmento B2B, especialmente as indústrias, adotando muito lentamente as estratégias e táticas de marketing de conteúdo e mídias sociais que já se encontram amplamente desenvolvidas no segmento B2C. Ainda assim, é fácil observar o quanto esse segmento do mercado americano se encontra à frente de seu congênere brasileiro, onde ainda encontramos um imenso número de empresas que sequer se convenceram da necessidade de ter um site próprio!

O fato é que toda essa atividade de produção de conteúdo até mesmo em um segmento naturalmente orientado para as vendas pessoais demonstra na prática o que temos dito em nossos sites e blogs ao longo dos últimos 7 anos: o conteúdo se confunde com o próprio marketing ao definir cada item do discurso de vendas da empresa em todos os canais de comunicação imagináveis.

Em termos simples: o importante é que a mesma mensagem chegue ao seu público, ainda que em dezenas de formas e mídias diferentes. No fim do dia, o que fará diferença, seja no segmento B2B ou B2C, é a consistência do que sua empresa diz em todas as mídias. Ou como já dizíamos em agosto de 2010, é da coerência entre ação e comunicação que nasce a credibilidade.

Sim, você pode optar por manter sua empresa à margem desse processo, confiando apenas na “carteira de clientes” de seus vendedores, no seu “bom relacionamento” político, no “jogo de cintura” do seu representante de vendas e no “jeitinho brasileiro” de fazer ligações a frio.

Ou pode optar por atropelar esse tipo de empresa que parou no tempo das cavernas e adotar uma política de marketing de conteúdo que mostre inequivocamente aos seus clientes potenciais porque você tem a melhor opção do mercado bastando, para isso, entrar em contato conosco pelo formulário abaixo!







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Marketing de conteúdo e o impacto das opiniões de especialistas

Uma pesquisa do instituto Nielsen realizada entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014 estudou o impacto de diferentes tipos de conteúdo sobre as decisões de compra do consumidor. O objetivo do estudo era entender como os consumidores usam os diferentes tipos de fontes de informação para decisão de compra conforme a categoria do produto e o estágio no processo de compra.

O estudo foi desenvolvido em laboratório. Sua principal revelação foi demonstrar que o conteúdo redigido por especialistas supera todos os outros tipo de conteúdo em termos de seu impacto sobre a decisão de compra, em todas as categorias de produtos e em todas as categorias de produtos. Veja a seguir os principais resultados.

Gráfico 1: Crescimento no uso pelo consumidor de diferentes fontes de informação nas decisões de compra - Fonte: Nielsen (2014) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Gráfico 1: Crescimento no uso pelo consumidor de diferentes fontes de informação nas decisões de compra – Fonte: Nielsen (2014) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Como se pode ver no gráfico 1, a maioria dos consumidores relata não só um aumento no número de fontes de informação a que recorrem durante o processo de compra, mas um uso mais intenso hoje do que há cinco anos dessas mesmas fontes de informação. O consumidor está cada vez mais bem informado e ávido por ainda mais informação.

Gráfico 2: Impacto dos tipos de conteúdo nas decisões de compra - Fonte: Nielsen (2014) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Gráfico 2: Impacto dos tipos de conteúdo nas decisões de compra – Fonte: Nielsen (2014) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

No gráfico 2, observamos que o impacto das avaliações de produtos feitas por especialistas chega a superar em 88% o conteúdo produzido pela marca e em 50% as avaliações de consumidores no estágio de criação de familiaridade com a marca, mantendo ainda uma excelente vantagem nos outros estágios avaliados.

No que concerne às diferentes categorias de produtos, as avaliações de especialistas superaram as outras formas de conteúdo em todas as categorias: smartphones, smart TVs, videogames, escovas de dentes elétricas, secadoras, automóveis, seguros automotivos, assentos automotivos e câmeras, em praticamente todos os estágios do processo de compra.

Gráfico 3: Impacto dos tipos de conteúdo sobre produtos de alto preço - Fonte: Nielsen (2014) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Gráfico 3: Impacto dos tipos de conteúdo sobre produtos de alto preço – Fonte: Nielsen (2014) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

No gráfico 3, observa-se que as avaliações de especialistas são eficientes em todos os estágios do processo de compra de produtos de alto preço, perdendo apenas, por pequena margem (122 contra 144 pontos de impacto), para o conteúdo da marca no estágio de criação de familiaridade. É interessante reparar que, embora o conteúdo da marca tenha excelente impacto no estágio de criação de familiaridade, é praticamente irrelevante na geração de intenção de compra, o estágio mais importante, em que as avaliações de especialistas obtêm o máximo impacto, com 186 pontos contra apenas 57 das outras duas táticas neste estágio.

Consequências para as empresas brasileiras

Esta pesquisa é clara em sua constatação de que o especialista goza de credibilidade muito maior do que o conteúdo criado pela própria marca ou as simples opiniões de consumidores comuns, desde que esse especialista seja percebido como independente e imparcial. Essa credibilidade influencia o comportamento de compra em várias categorias de produtos e em diferentes estágios do processo de compra, tendo um impacto mais sensível na geração de intenção de compra, especialmente nos produtos de mais alto preço.

Esta pesquisa sugere que as empresas devem investir, em seu marketing digital, na conquista pela preferência dos especialistas e suplementar esse esforço com táticas de avaliações de consumidores e conteúdo de marca. De qualquer forma, fica estabelecido que a conquista da preferência do consumidor está, atualmente, umbilicalmente ligada à oferta de informações confiáveis por parte do detentor da marca.







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Pesquisa: o desafio dos talentos em marketing online

O Online Marketing Institute (OMI) divulgou recentemente uma pesquisa sobre a qualidade das equipes de marketing digital em empresas americanas. Produzido em parceria com ClickZ e Kelly Services, o estudo foi realizado através de questionário online, tendo obtido respostas de um total de 747 organizações. Confira a seguir os principais resultados.

Figura 1 - Nível de conhecimento das equipes de marketing digital: somam menos de 2% as equipes fortes em todos os fundamentos - Fonte: Online Marketing Institute (2013) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Figura 1 –  Nível de conhecimento das equipes de marketing digital: somam menos de 2% as equipes fortes em todos os fundamentos – Fonte: Online Marketing Institute (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

  • Lacunas de conhecimento. 71% das empresas pesquisadas relatam lacunas de conhecimento em suas equipes de marketing online, retratadas como fortes em algumas áreas e medíocres ou fracas em outras (Figura 1). Mais de 1 em cada 5 empresas (21%) descrevem suas equipes como medíocres ou fracas em todas áreas. As áreas em que se notam maiores lacunas são marketing móvel (mobile marketing), análise estatística e automação de marketing.
  • Necessidade de especialistas. 22% observam crescimento na necessidade de especialistas, principalmente em análise estatística (analytics), e-mail, marketing de conteúdo, mobile marketing e mídias sociais.
  • Espaço para iniciantes. Há oportunidades para profissionais iniciantes em todas as áreas, especialmente nas mídias sociais. As oportunidades para gerentes de nível médio estão localizadas mais fortemente nas áreas de marketing de conteúdo e web analytics.
  • O poder do “QI” (“Quem indicou”). 70% das empresas e 75% das agências se baseiam em indicações para satisfazer suas necessidades de contratação.
  • Barulho demais, talento de menos. Mais de um terço dos respondentes não efetuaram contratações por não conseguir identificar uma fonte confiável de talentos em meio aos diversos modismos que pululam no mercado.
  • Afogados em um mar de currículos. 30% das empresas e 24% das agências não conseguem analisar adequadamente os currículos que recebem, sendo incapazes de identificar o indivíduo com a habilidade certa entre os diversos candidatos.
  • Desnível entre os membros da equipe. A maior parte do conhecimento disponível na empresa é herdado da experiência individual dos colaboradores: somente 22% das maiores empresas têm programas de nivelamento e apenas 10% aplicam algum tipo de teste para avaliar o quanto o conhecimento adquirido resultou em novas habilidades úteis para a empresa. O departamento de RH apenas raramente é convocado para participar desses programas.
  • Sem critérios de avaliação objetivos. Mais de 80% dos respondentes usam apenas a experiência anterior como critério de avaliação das habilidades do funcionário, não dispondo de técnicas consistentes de avaliação.
  • Quando a ignorância se casa com a arrogância. Apesar da falta de qualificações dos candidatos a colaborador, 70% dos respondentes afirmam que os novos colaboradores alimentam a expectativa de ser promovidos antes de provar suas qualidades com realizações concretas.
  • Cursos e fontes bibliográficas. 80% dos respondentes disseram ter necessidade de uma biblioteca online de aulas de marketing digital. 70% manifestaram interesse em cursos à distância personalizados ou oficinas e treinamentos presenciais.

Consequências para as empresas brasileiras

Este estudo, embora realizado nos Estados Unidos, reflete uma realidade com a qual estamos familiarizados no Brasil: reduzida disponibilidade de informação confiável, limitadas opções de cursos de formação, mão de obra desnivelada que dispõe apenas de uma visão parcial do processo, sendo incapaz de dominar o quadro geral.

A solução para este problema é uma só: investir no conhecimento. Crie em sua empresa sua própria biblioteca digital e incentive os funcionários a consultá-la. Assine revistas, pesquisas, compre livros e disponibilize-os para estudo de sua equipe.

Principalmente, pare de fazer de seus processos seletivos de pessoal uma gincana de situações sem sentido e comece a aplicar provas de conhecimento a seus candidatos. Faça de suas entrevistas de seleção muito mais uma oportunidade para arguição oral do que uma coleção de “pegadinhas” para verificar se o candidato é capaz de dar a resposta “politicamente correta”.

Adote critérios objetivos de premiação e promoção, que incluam metas expressas em termos de conhecimento e de aquisição de habilidades ao longo do ano.

Enfim, faça com que, em sua empresa, o conhecimento ocupe posição central. Somente assim você será capaz de atrair e reter os talentos que detêm o conhecimento de que você necessita.

Gostou da ideia? Entre em contato.







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Pesquisa mostra evolução da gestão de mídias sociais

A empresa de pesquisas Altimeter Group divulgou recentemente um relatório sobre a situação das mídias sociais, incluindo resultados de estudos realizados anualmente a partir de 2010. As pesquisas foram conduzidas apenas junto a empresas com 1000 funcionários ou mais entre 2010 e 2012 e, em 2013, com 500 funcionários ou mais. O relatório deste ano focalizou o amadurecimento das mídias sociais de simples tática de marketing à completa integração à estratégia da empresa. Confira a seguir os principais resultados.

  • Equipes próprias. Mais de ¾ das empresas pesquisadas mantêm uma equipe dedicada exclusivamente à gestão de mídias sociais (Figura 1).
    Figura 1: Em que nível as empresas mantêm equipes de gestão de mídia social - corporativo, divisional ou ambos? Fonte: Altimeter Group (2013) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

    Figura 1: Em que nível as empresas mantêm equipes de gestão de mídia social – corporativo, divisional ou ambos? Fonte: Altimeter Group (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

  • Funcionários dedicados. O número de funcionários dedicados especificamente à função de mídia social apresentou forte crescimento em 2012 em comparação com 2010, nas empresas com mais de 5 mil funcionários (Figura 2).
    Figura 2: Evolução no número de funcionários alocados em mídia social, por porte da empresa - Comparação 2010/2012 - Fonte: Altimeter Group (2013) - Imagem por Géssica Hellmann & Cia.

    Figura 2: Evolução no número de funcionários alocados em mídia social, por porte da empresa – Comparação 2010/2012 – Fonte: Altimeter Group (2013) – Imagem por Géssica Hellmann & Cia.

  • Expansão na empresa. As áreas da empresa que contam com funcionários dedicados em tempo integral também estão cada vez mais diversificadas, sinalizando uma evolução da gestão de mídias sociais dos simples objetivos de marketing para o desempenho amplo de funções na empresa. O fenômeno é descrito pelo Altimeter Group como uma “Expansão da Mídia Social rumo ao Negócio Social (Social Business)” (Figura 3).
    Figura 3: Que áreas das empresas mantêm equipes de mídias sociais? - Fonte: Altimeter Group (2013) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

    Figura 3: Que áreas das empresas mantêm equipes de mídias sociais? – Fonte: Altimeter Group (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

  • Mudança de objetivos. Muitos objetivos das mídias sociais que eram prioritários em 2010 perderam importância em 2012, entre eles o Social Commerce, que registrou uma queda de 13 pontos percentuais entre uma pesquisa e outra. Por outro lado, mostraram forte crescimento objetivos como “diálogo e engajamento” (7 pontos) e “atendimento direto ao cliente através de canais sociais” (16 pontos). Os objetivos de “Marketing de Conteúdo” e “Programa de Embaixador da Marca” sequer foram mencionados em 2010 mas ocuparam posição de destaque nos objetivos para 2013. Confira os valores na figura 4.
    Figura 4: Evolução dos objetivos de mídia social (2012/2010) - Fonte: Altimeter Group (2013) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

    Figura 4: Evolução dos objetivos de mídia social (2012/2010) – Fonte: Altimeter Group (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

  • Orçamento: os orçamentos de mídia social se mantiveram praticamente constantes em 2013 na comparação com 2012, registrando pequena variação positiva na faixa entre 500 mil e 5 milhões de dólares, e pequena variação negativa na faixa inferior a 500 mil dólares.
  • Tecnologia. Os maiores investimentos em tecnologia de mídia social foram destinados a plataformas de Monitoramento, Análise Estatística (“social analytics”), Comunidades, Gestão, Redes Sociais Corporativas e CRM social.

Consequências para as empresas brasileiras

O perfil das empresas pesquisadas pelo Altimeter Group, bem como a visível evolução em suas práticas de gestão de mídias sociais, não deixa dúvida de que as empresas americanas de maior porte estão muito mais interessadas nas mídias sociais como uma estratégia ampla de influência direta sobre grande número de pessoas chaves.

Como afirmamos anteriormente neste blog, trata-se de uma “guerra pela influência“, em que os participantes buscam ativamente persuadir o maior número possível de pessoas dos pontos de vista que interessam a eles, ao mesmo tempo em que empregam formas de bloquear os pontos de vista que interessam a seus competidores.

A tendência é no sentido de vermos, nos próximos anos, um declínio das ações em mídias sociais que tenham em vista apenas “pescar” consumidores, seja com anzol (um por um) ou tarrafa (em massa).

O domínio do espaço das mídias sociais pertencerá às empresas cujas ações se fundamentarem em uma estratégia ampla de influência dos seus públicos-chaves, incluindo uma análise agressiva das estratégias dos competidores em função de sua capacidade de neutralizar os esforços persuasivos da empresa.

Em termos mais diretos: é hora de deslocar o foco de sua estratégia. Invista menos tempo se preocupando com a mídia e concentre sua atenção no conteúdo da sua mensagem. Escolha seu público, decida o que ele precisa saber sobre sua empresa e, só então, decida em qual mídia você vai transmitir a ele essa informação.

Caso precise de ajuda nessa tarefa, entre em contato pelo formulário a seguir.







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Marketing online oferece o melhor ROI no mercado B2B

Pesquisa do Sagefrog Marketing Group junto 100 executivos de marketing e adminstração em empresas de diversos segmentos no mercado B2B nos Estados Unidos revela um salto nos valor dos investimentos em marketing em 2013, com destaque para ações de marketing de conteúdo e marketing digital. Confira a seguir os principais resultados.

Gráfico 1: 51% das empresas americanas investem em marketing 5% ou mais de sua receita. Fonte: Sagefrog Marketing Group (2013) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Gráfico 1: 51% das empresas americanas investem em marketing 5% ou mais de sua receita. Fonte: Sagefrog Marketing Group (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

  • Plano de Marketing: Apenas 65% das empresas B2B pesquisadas guiam suas ações por um plano formal de marketing. Esse número representa um progresso de 2 pontos percentuais em relação a 2012.
  • Terceirização das ações de marketing: 60% das empresas terceirizam total ou parcialmente suas ações de marketing, um avanço de 3 pontos em relação a 2012.
  • Projetos versus Relacionamentos Contínuos: 54% terceirizam os serviços de marketing apenas com base em projetos, contra 17% que investem em uma relação continuada com prestadores de serviços. Somam 29% as empresas que apostam em um mix de projetos e relacionamentos contínuos. O avanço nos relacionamentos contínuos foi de 8 pontos percentuais em relação a 2013.
  • Salto no investimento: 51% já investem em marketing mais de 5% de suas receitas. Somam 39% as empresas que investem mais de 10% – confira os dados na figura 1.
  • Predomínio do marketing digital: As principais áreas de investimento em marketing B2B são, pela ordem, desenvolvimento do site, marketing online, feiras e eventos, e-mail marketing e publicidade.
  • Fontes de leads: As principais fontes de leads no segmento B2B são, da mais importante para a menos importante, as Indicações, Feiras e Eventos, Email marketing, Relações Públicas, Marketing Online, Publicidade, Telemarketing, Mala Direta.
  • Retorno sobre Investimento: Solicitados a classificar as diferentes ações de marketing em função do Retorno sobre o Investimento (ROI), as melhores ferramentas foram, pela ordem, Marketing Online, Feiras e Eventos, Email Marketing, Relações Públicas, Publicidade, Mala Direta, Telemarketing.
  • Táticas de Marketing: As táticas de marketing citadas em mais de 50% das respostas foram Website (85%), Email Marketing (72%), Mídia Social (62%), SEO (56%) e Press Releases (51%).
  • Táticas de Mídia Social: As redes sociais dominam o cenário, com crescimento constante de 66% em 2011 para 84% em 2013. Em seguida vêm os blogs que, após um pico de 48% em 2012, mostram um recuo para 39 em 2013. Comportamento semelhante é observado em todas as outras táticas de mídias sociais, à exceção do compartilhamento de vídeos, que demonstram um progresso contínuo, de 26% em 2011 para 37% em 2013.
  • Redes sociais: Observa-se um predomínio do Linkedin, citado por 78%, seguido pelo Facebook, com 73%. O relatório destaca que o Facebook avançou 8 pontos percentuais em 2013 em relação a 2012. As redes sociais líderes são seguidas de longe por Twitter (53%), Youtube (43%), Google+ (31%) e Pinterest (19%). Também é importante notar o avanço de 10 pontos percentuais nas citações do Pinterest neste ano
  • Importâncias das Mídias Sociais: 57% dos respondentes consideram as mídias sociais “Muito Importantes” (31%), “Importantes” (13%) ou “Algo importantes” (13%).
  • Tempo investido nas Mídias Sociais: 42% investem 4 horas semanais ou mais nas mídias sociais, sendo que 65% investem pelo menos 1 hora semanal
  • Verba de Marketing em 2014: 45% planejam aumentar a verba de marketing em 2014 e 52% pretendem mantê-la no mesmo patamar deste ano. Apenas 3% pretendem reduzir o investimento em marketing no próximo ano.

Consequências para as empresas brasileiras

Ano após ano, pesquisa após pesquisa, torna-se cristalino o fato de que as empresas que atuam no mercado corporativo (B2B) não podem prescindir de uma política de marketing tão intensa e profissional quanto as empresas orientadas para o mercado consumidor. É preciso apenas vencer a resistência à mudança, integrando de forma sinérgica as redes sociais às táticas mais tradicionais, como as vendas pessoais, eventos, feiras e marketing direto, por exemplo.

Para saber como sua empresa pode integrar o marketing online às táticas que você já utiliza para captar clientes corporativos, entre em contato pelo formulário a seguir, ou fale já com a gente, clicando no botão do Skype disponível do lado esquerdo deste artigo!







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