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O Capitalismo não é mais aquele?

O sucesso do capitalismo deve ser medido em termos de quanto dinheiro ele gera? A McKinsey sugere que não. Imagem: "Man And Tap Water With U.s. Dollar Banknotes", cortesia de cooldesign em FreeDigitalPhotos.net

O sucesso do capitalismo deve ser medido em termos de quanto dinheiro ele gera? A McKinsey sugere que não. Imagem: “Man And Tap Water With U.s. Dollar Banknotes”, cortesia de cooldesign em FreeDigitalPhotos.net

Não sou eu quem está dizendo que “o Capitalismo não é mais aquele”, mas a consultoria McKinsey. Caso você não saiba de quem se trata, vale traduzir o parágrafo inicial do artigo da Wikipedia em inglês sobre a empresa, já que o artigo em Língua Portuguesa, nesta data, tem apenas duas linhas. Vejamos:

“A McKinsey & Company, Inc., é uma empresa americana global de consultoria em gestão com sede nos Estados Unidos. A empresa atua como conselheira para empresas, governos e instituições. Foi fundada em Chicago por James McKinsey em 1926, por James McKinsey como ‘James O. McKinsey & Company’ e, atualmente, está sediada na cidade de Nova Iorque.

Muitos dos atuais Executivos Chefes (CEO) de grandes empresas já trabalharam para a McKinsey. A empresa possuía mais de 100 escritórios em 60 países em setembro de 2013.”

Ou seja, estamos falando de uma empresa que exerce imenso poder intelectual sobre alguns dos maiores detentores de poder econômico-financeiro do mundo. Tudo o que a McKinsey diz em público tem sempre grande possibilidade de se tornar parte da vida real, através do patrocínio e da ação direta das maiores empresas do mundo.

Pois essa megapotência intelectual ― autênticos “filósofos profanos”, no sentido adotado por Robert Heilbroner em sua “História do Pensamento Econômico” ― publicou na última terça-feira um artigo intitulado “Redefining capitalism (Redefinindo o capitalismo)“, segundo o qual todos os conceitos fundamentais do sistema capitalista demandam urgente redefinição: prosperidade, crescimento, capitalismo, papel social dos negócios e até mesmo o governo. Ninguém escapa ao bisturi conceitual da McKinsey, que pretende realizar uma cirurgia plástica de amplo alcance no sistema econômico tal como o concebemos na atualidade.

Qualquer pessoa interessada na evolução do sistema político-econômico precisa entender os fundamentos dessa argumentação e ficar atenta aos seus múltiplos desdobramentos teóricos, ideológicos e práticos, já que, vale repetir, a McKinsey orienta o pensamento e a ação das maiores empresas do mundo. Suas ideias se disseminam em cascata, a partir das empresas líderes até as microempresas individuais orientadas por consultores independentes iniciantes, que absorvem suas ideias muitas vezes sem sequer desconfiar de sua real origem.

Em termos bem resumidos, Eric Beinhocker e Nick Hanauer ― os autores do artigo ― propõem as seguintes redefinições:

Redefinindo o paradigma neoclássico: economia do cavalo-de-balanço versus a economia do cavalo selvagem

Segundo os autores, as últimas décadas balançaram os alicerces de diversas presunções da economia neoclássica com base nos achados de economistas comportamentais, experimentais e empíricos: racionalidade limitada do homo economicus, questionamentos sobre a própria existência da noção de utilidade econômica, anomalias no comportamento dos mercados financeiros, ineficiência das medidas macroeconômicas neoclássicas para enfrentar as crises financeiras.

Os autores citam uma observação de Andy Haldane, economista do Bank of England (Banco Central Inglês) segundo o qual as crises financeiras recentes fugiram completamente do modelo “cavalo de balanço”, isto é, em que um fator externo produz uma oscilação temporária mas, ao longo do tempo, o equilíbrio é restaurado. Segundo o economista, a recente crise financeira assemelhou-se mais a uma manada de cavalos selvagens: um deles se assusta com alguma coisa e escoiceia o cavalo ao lado que, por sua vez, também se assusta e sai correndo desabaladamente, pisoteando e assustando os demais, numa reação em cadeia em que rapidamente todos os cavalos da manada estão correndo de forma desordenada de um lado para o outro.

Essa percepção resultou no florescimento de um novo modelo de economia, retratada como um sistema aberto, dinâmico, complexo e não-linear. Beinhocker e Hanauer defendem o ponto de vista de que essa visão da economia produz um retrato dos mercados como sistemas evolucionários que, a cada dia, realizam “milhões de experimentos simultâneos relativos a maneiras de tornar melhores as nossas vidas. Assim, o papel essencial do capitalismo não deveria ser entendido como “alocação” de recursos, mas como “criação” de soluções para problemas humanos.

Essa é a reconceituação essencial, a partir da qual os autores pretendem redefinir os conceitos mais fundamentais da vida econômica.

Redefinindo a prosperidade

Para os autores, a prosperidade não deve ser medida em termos monetários – por exemplo, PIB, renda per capita – mas em termos da acumulação de soluções para problemas humanos. “Em última análise, a medida da riqueza de uma sociedade é a gama de problemas humanos que ela resolveu e a disponibilidade dessas soluções para o seu povo”, concluem os autores.

Redefinindo crescimento

Na sequência do raciocínio, torna-se claro que o crescimento do PIB é uma medida inadequada do crescimento econômico, que deveria ser medido em termos da taxa de variação na disponibilidade de soluções para problemas humanos. Os autores observam que não se tratam de medidas alternativas abstratas, como o “Índice de Felicidade Geral da Nação” adotado pelo Butão ou o “Índice de Desenvolvimento Humano” proposto pelas Nações Unidas, mas uma medida que incluísse dados concretos como, por exemplo, a taxa de disponibilidade de tratamento de infecções com antibióticos mais avançados.

Redefinindo o papel social das empresas

Um resultado logicamente inevitável da conceituação anterior é o de que o verdadeiro papel social das empresas seria “transformar ideias em produtos e serviços que resolvem problemas”. Os autores observam que, embora a afirmação pareça obviamente descritiva para os executivos das empresas do mundo real, a teoria econômica neoclássica afirma que o único objetivo das empresas deveria ser a “maximização da riqueza do acionista”, entendida como suficiente para gerar eficiência econômica e bem-estar social. A visão neoclássica partiria do princípio de que o capital é o recurso mais escasso da economia quando, segundo os autores, o recurso mais escasso é o conhecimento, entendido como o ingrediente crítico da resolução de problemas.

Redefinindo o governo

Segundo os autores, o “lado escuro” de entender o capitalismo como um sistema de geração de soluções para problemas é que a solução do problema de uma pessoa pode se tornar o problema de outra. Por exemplo, um criativo produto financeiro derivativo pode ajudar os tesoureiros corporativos a gerenciar melhor o risco de suas empresas ao mesmo tempo em que cria um risco sistêmico maior para o sistema financeiro como um todo. Como os problemas morais relativos a essas trocas entre problemas e soluções não cabe à Economia, os autores argumentam que o melhor sistema político para sustentar o capitalismo seria a Democracia, já que elas produziriam economias mais “inclusivas”, capazes de habilitar maior número de cidadãos a agir tanto como criadores de soluções quanto como consumidores de soluções de outros cidadãos. Dessas ideias gerais, concluem os autores que “a solução dos problemas do capitalismo requer a confiança e a cooperação que nasce da boa regulamentação (estatal)”.

Conclusões provisórias

De fato, não há exatamente “ideias novas” no artigo, mas uma percepção de que o conjunto de ideias atualmente vigente no campo da Economia induz à necessidade de um esforço de redefinição global dos próprios fundamentos do que entendemos por “capitalismo”. Ao redefinir os fundamentos, é evidente que uma série de outras definições serão reformuladas em cascata, com efeitos difíceis de prever sobre a legislação da vida econômica, sobre os métodos de organização da produção e comercialização de bens e serviços, sobre os próprios conceitos de “certo e errado” que regulam as decisões individuais, organizacionais e políticas da vida econômica. Devemos manter-nos alertas à miríade de desdobramentos práticos dessas ideias e redefinições ao longo dos próximos anos e efetuar as reflexões, ações e manifestações críticas em tempo hábil ― isto é, antes que as ideias se enraízem em nossa percepção, tornando-nos incapazes de compreender a vida econômica sem recorrer ao auxílio dessas lentes ideológicas.







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Investimento em mídia digital deve superar outras mídias

Pesquisa realizada nos Estados Unidos junto a 100 agências de propaganda pela empresa Strata sugere que o investimento em mídia digital deve superar a publicidade nas mídias tradicionais em futuro próximo.

Predomínio de anúncios online, marketing de buscas e mídias sociais

Da amostra pesquisada, 54% afirmam que seus clientes estão mais interessados em anunciar na TV do que em qualquer outra mídia. As mídias digitais ocupam o segundo lugar, sendo a preferida por 30%. Entretanto, cerca de um terço dos respondentes têm a expectativa de gastar mais em mídias digitais do que nas mídias tradicionais no prazo de 1 a 3 anos. Para mais de 80% das agências consultadas, o foco desses gastos será com anúncios publicitários (“display ads”), seguido pelo marketing de buscas, citado por 71%, e pelas mídias sociais, presente em 52% das respostas.

Declínio das mídias tradicionais e o desafio do mix de mídia

A pesquisa demonstra um declínio no interesse por comerciais de TV, com uma queda de 40% em relação ao ano anterior. A publicidade no rádio declinou um pouco mais lentamente, registrando uma queda de 32% no interesse pela mídia em 12 meses. Já o interesse pela publicidade impressa despencou: é de 60% em 12 meses a queda no número de anunciantes que se dizem interessados em investir em publicidade impressa.

Para 22% das agências pesquisadas, o maior desafio é otimizar o mix de mídias, sendo que 76% afirmaram usar pelo menos 3 mídias diferentes em cada campanha.

Conclusões

Os resultados desta pesquisa coincidem claramente com a tendência global de crescimento da mídia internet detectada pelo Instituto Nielsen. Cada vez mais, a mídia digital se converte na opção preferencial dos anunciantes. A instantaneidade, a eficiência, a capacidade de segmentação, a possibilidade de realização de ajustes e implementação de mudanças de tática em tempo real, a facilidade de obtenção de feedback instantâneo por parte dos clientes, estão entre os muitos benefícios das mídias digitais que aumentam a cada ano sua atratividade para os profissionais de marketing..

O principal fator a considerar, porém, é que os consumidores e compradores empresariais estão aderindo cada vez mais às mídias digitais para basear suas decisões de compra. É simplesmente lógico que as empresas que desejam crescer procurem se fazer cada vez mais presentes nas mídias em que os seus clientes investem a maior parte de seu tempo quando se encontram no processo de realizar uma compra.

No Brasil, essa tendência também se apresenta como inexorável. O consumidor brasileiro está se tornando cada vez mais um consumidor online, com crescente participação das mídias móveis em seu processo de compra.

Diante de todos esses fatos, não há o que discutir: se a sua empresa ainda não usa as mídias digitais, precisa começar já. Caso já use as mídias digitais, certamente pode e deve realizar um esforço permanente de otimização de seu mix de mídias. Seja qual for a situação de sua empresa, ela certamente se beneficiará com o auxílio de uma consultoria experiente, capaz de prover orientação de base científica, fundamentada em permanente atualização nas mais recentes pesquisas. Basta entrar em contato pelo formulário a seguir.







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Nielsen: o consumidor e a decisão de comprar produtos novos

Pesquisa conduzida pelo instituto Nielsen em 58 países investigou o comportamento de compra de produtos inovadores articulando essa informação com as necessidades de informação e mídia para a promoção desse tipo de produto.

Categorias de produtos mais influenciadas pela internet na América Latina. Fonte: Nielsen (janeiro de 2013) Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Categorias de produtos mais influenciadas pela internet na América Latina. Fonte: Nielsen (janeiro de 2013) Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Segundo o instituto, a maior parte dos produtos novos desaparece das prateleiras no prazo máximo de 3 anos após sua introdução e 2 em cada 3 produtos novos está destinado a fracassar, não importando mercado geográfico que esteja sob estudo. Ao redor do mundo, mais da metade dos produtos novos não sustentará seu desempenho de vendas já em seu segundo ano no mercado. Confira a seguir alguns dos principais achados dessa pesquisa.

Adoção de produtos novos

Alguns dados interessantes sobre o comportamento de compra de produtos novos, com destaque para os dados da América Latina.

  • Marcas de lojas e ofertas de preços. 64% dos latinos americanos estão dispostos a comprar uma marca de loja ou um produto em promoção, um índice que só é menor do que o da Europa (66%).
  • Gosto por novidades. Na América Latina, 80% dos consumidores gostam quando os fabricantes lançam novas opções de produtos, o índice mais alto do mundo, seguido de longe por Oriente Médio/África, com 65%.
  • Medo de mudança. 53% dos latino-americanos esperam até que uma inovação tenha sido amplamente aceita antes de arriscar-se a comprá-la, o índice mais baixo do mundo.
  • Familiaridade com a marca. 72% dos consumidores da América Latina preferem comprar novos produtos de marcas conhecidas, novamente o índice mais alto do mundo.
  • Compartilhamento. 62% dos latino-americanos gostam de contar aos amigos sobre as novidades de produtos, um índice intermediário.
  • Fidelidade à marca. Apenas 47% dos latino-americanos estão dispostos a experimentar uma nova marca, um índice bem inferior ao 57% observados na América do Norte.
  • Sensibilidade às condições da economia. 51% dos latino-americanos têm suas decisões de compra de produtos novos afetadas pelas oscilações da economia, um índice que só é mais baixo do que os 57% observados no Oriente Médio/África.
  • Local versus global. Os 42% de latino-americanos que preferem marcas locais/nacionais em detrimento de marcas globais representam o ponto médio entre os 37% observados na Ásia/Pacífico e os 47% observados na América do Norte.
  • Preços premium. A América Latina é a região em que se encontra o maior número de consumidores dispostos a pagar um preço premium por uma novidade, totalizando 56%. Esse valor é exatamente o dobro dos 28% observados na Europa e 10 pontos percentuais acima do registrado no Oriente Médio/África.
  • Categorias de produtos. As categorias de produtos em que os latino-americanos estão mais propensos a adquirir produtos inovadores são Saúde Pessoal (30%), Cosméticos e Perfumaria (29%), Cuidados Femininos (26%) e Produtos para Animais de Estimação (17%).

Mídia e consciência de produtos novos

O estudo Nielsen mostra que a conscientização do consumidor quanto à existência de produtos novos é resultado de um mix de mídias que incluem o boca-a-boca, a publicidade tradicional, o marketing online e o mobile marketing.

  • Publicidade tradicional. As quatro midias de publicidade tradicional que influenciaram mais do que 50% dos consumidores foram a Exposição na Loja (72%), Amostra Grátis (70%), Comercial de TV (59%) e Anúncios em Jornais e Revistas (54%).
  • Boca-a-boca. Amigos e Família (77%) são de longe a fonte de maior influência boca-a-boca, seguidos de Conselho Profissional Especialista (66%), Local de Trabalho (55%) e Evento (41%).
  • Internet. A Pesquisa é a mídia online mais influente (67%), seguida do Website da Empresa (55%), Artigos em Websites (53%). Influenciando menos do que 50% dos consumidores, aparecem os Fóruns (43%), as Mídias Sociais (43%), a Publicidade de Banners (42%) e os Sites de compartilhamento de vídeos (37%).
  • Móbile Marketing. 27% são influenciados por anúncios de texto em dispositivos móveis.

Influência da Internet na Decisão de Compra de Produtos Novos

Na América Latina, são as seguintes as categorias de produtos novos cujas decisões de compra são mais fortemente influenciadas pela internet:

  • Aparelhos Eletrônicos – 82%
  • Eletrodomésticos – 79%
  • Livros – 76%
  • Música – 75%
  • Roupas – 68%
  • Carros – 70%
  • Alimentos e Bebidas – 61%
  • Higiene Pessoal – 65%
  • Saúde Pessoal – 65%
  • Cuidados com os cabelos – 63%

Conclusão

Os resultados desta pesquisa mostram claramente que o consumidor latino-americano não é tão conservador como se pode pensar. Ao contrário, trata-se de um consumidor ávido por novidades e, de forma geral, disposto a pagar um preço bem elevado para possuir um produto inovador. Entretanto, trata-se de um consumidor desconfiado, que encontra segurança em marcas conhecidas e com boa reputação, importando-se pouco se o produto é nacional ou estrangeiro desde que seja bem recomendado.

Assim, a principal questão estratégica para vender ao consumidor latino-americano é conquistar sua familiaridade e sua confiança através de um amplo mix de mídias que reforcem a percepção da marca como identificadora de um fornecedor confiável. Assim, não resta opção às empresas que desejam crescer além de investir estrategicamente na exposição de sua marca em uma ampla variedade de mídias online.

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Statcounter: os números do Brasil móbile e desktop em 2012

Neste primeiro artigo de 2013, vamos verificar as tendências de alguns dados de importância estratégica vital para o sucesso na web, baseando-nos nos dados do StatCounter sobre o uso da web no Brasil.

Navegadores Web: Google Chrome consolida a liderança, IE perde preferência

Segundo o Statcounter, 2012 foi o ano em que o Google Chrome consolidou sua liderança na preferência dos internautas brasileiros, com um vertiginoso crescimento de quase 16 pontos percentuais, saltando de excelentes 43,59% em janeiro para confortáveis 59,48% em dezembro.

Participação dos navegadores web no Brasil em 2012 (PC) - Google Chrome consolida a liderança - Fonte: StatCounter - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Participação dos navegadores web no Brasil em 2012 (PC) – Google Chrome consolida a liderança – Fonte: StatCounter – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

A maior parte desse crescimento se deu em prejuízo do navegador da Microsoft, o Internet Explorer, que despencou 12,44 pontos percentuais ao longo do ano, de 31,62% para 19,18%, praticamente empatando com o Mozilla Firefox, cuja queda de 4,5 pontos percentuais levou-o a fechar o ano com 18,29% de participação.

Correndo por fora, o Safari, da Apple, fechou o ano sem conseguir conquistar 2% da preferência dos brasileiros, evoluindo lentamente de 1,22% para 1,97% ao longo do ano.

Finalmente, a versão para desktop do navegador Opera continua mantendo sua característica de opção “exótica”, fechando o ano com os mesmos 0,48% do início do ano, com algumas leves oscilações ao longo do período.

Navegadores móbile: disputa acirrada

Enquanto o mercado dos navegadores para desktop se destaca pela liderança absoluta do Google Chrome, entre os navegadores mobile impera um clima de competição feroz entre diversos jogadores.

Participação dos navegadores móbile no Brasil em 2012 - Opera e Android disputam a liderança. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Participação dos navegadores móbile no Brasil em 2012 – Opera e Android disputam a liderança. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Entre os movimentos mais notáveis que se pode observar no gráfico acima, destacamos:

  • A perda da liderança do navegador Opera para o navegador nativo do Android em setembro de 2012. Será esse movimento um reflexo de preferência real do consumidor brasileiro pelo navegador do Android ou um mero reflexo do aumento das vendas de smartphones Android ao longo do ano? Conseguirá o Opera reconquistar a preferência dos seus antigos usuários e conquistar um espaço entre o número cada vez maior de usuários novos de smartphones no Brasil?
  • Decadência do navegador da Nokia, que podemos atribuir à ascensão rápida do sistema operacional Android no mercado brasileiro, boa parte às expensas da participação de mercado da Nokia.
  • Forte aumento da participação do navegador do iPhone, em contraste com a baixa penetração dos dispositivos móveis Apple no mercado brasileiro, sugerindo que os usuários do iPhone provavelmente usam seus aparelhos mais intensivamente para navegar na web.

Mecanismos de pesquisa PC e Móbile: liderança inconteste do Google

No mercado de pesquisas web em desktops, prevalece a monotonia, com liderança absoluta do buscador Google sem nenhum concorrente que o ameace nesse território.

Mecanismos de pesquisa: participação no Brasil em dezembro de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Mecanismos de pesquisa: participação no Brasil em dezembro de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Já faz alguns anos que, entre os brasileiros, o Google é sinônimo de mecanismo de pesquisa, mantendo-se sempre com uma liderança incontestável, superior a 95%. Assim, não é surpresa quando verificamos que essa preferência se transfere integralmente para os ambientes móveis, com reduzidíssimo número de pesquisas em buscadores concorrentes como o Yahoo e o Bing.

Mecanismos de pesquisa em ambientes móbile: participação no Brasil em dezembro de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Mecanismos de pesquisa em ambientes móbile: participação no Brasil em dezembro de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Resoluções de tela: a variedade é a regra

Resolucoes de tela usadas no Brasil em dezembro de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Resolucoes de tela usadas no Brasil em dezembro de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

A variedade cada vez maior de dispositivos se reflete em uma variedade estonteante de resoluções e proporções de tela, tanto no ambiente de desktops e notebooks como nos smartphones e tablets.

Isso cria um desafio permanente para os profissionais de design e aumenta os custos de desenvolvimento de websites, na medida em que é necessário desenvolver uma aparência para o website da empresa que seja capaz de funcionar em um sem número de resoluções tela, sendo impossível sequer prever qual será o padrão mais utilizado nos próximos 12 meses.

Resoluções de tela em ambiente móbile usadas no Brasil em dezembro de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Resoluções de tela em ambiente móbile usadas no Brasil em dezembro de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Essa realidade é ainda mais dramática nos ambientes móbile, onde as resoluções de tela com menos de 1% de participação individual somam nada menos que 48,91% do total!

Ascensão do móbile ainda longe de matar o desktop

O gráfico abaixo representa um daqueles “choques de realidade” que nos obrigam a separar o que é fato do que é “hype”.

Desktop versus móbile: evolução ao longo de 2012. Fonte: StatCounter.  Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Desktop versus móbile: evolução ao longo de 2012. Fonte: StatCounter. Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Fato 1: os acessos móveis à internet cresceram incessantemente ao longo de 2012 e podemos esperar que continuem crescendo ao longo de 2013.
Fato 2: o grosso dos acessos a websites ainda é feito através de um PC.

Esses dois fatos nos levam igualmente a duas conclusões. A primeira é que o avanço de 1,57 ponto percentual na participação das mídias móveis ao longo de 12 meses não autoriza ninguém a sentenciar que “o PC morreu”. A segunda conclusão é a de que, em que pese a dominância do PC, a ascensão constante que levou as plataformas móbile a mais de 5% do total de acessos em dezembro de 2012 torna urgente a adaptação dos websites atuais, especialmente os sistemas de comércio eletrônico, para funcionamento perfeito nos dispositivos móveis.

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Porque seu site precisa de mais visitas

Observar a posição nos rankings Alexa dos sites de indústrias e outras empresas comerciais brasileiras chega a ser uma experiência assustadora. É espantoso, mas a maior parte dos empresários brasileiros não tem a menor pista do que significa receber mais do que algumas poucas dezenas de visitantes por dia em seus websites.

Ora, como dissemos no artigo anterior, o nome do jogo é influência. Quem quer ser influente precisa comunicar-se com número cada vez maior de pessoas.

Porque influência é um jogo de quantidade

É bobagem usar a segmentação de público como desculpa para se satisfazer com uma dúzia de visitas diárias a seu site. Afinal, o Brasil atingiu a marca de 83,4 milhões de pessoas com acesso à internet no segundo trimestre de 2012.

Faça as contas: mesmo que os seus clientes potenciais representassem apenas 1 em cada 1000 brasileiros com acesso à internet, nós estaríamos falando de um total de 83.400 pessoas! Nessa situação, caso seu site chegue a 100 pessoas novas por dia, você levará 834 dias para atingir todas as pessoas do seu público-alvo pelo menos uma vez. Um total de mais 2 anos e 3 meses!

Porque influência também é um jogo de repetição

Sejamos otimistas e vamos supor que o seu site, patinando na casa dos 100 acessos diários, consiga cobrir todo o seu mercado-alvo em apenas 2 anos. Ora, se que aquela pessoa que acessou seu site dois anos atrás ainda se lembra de que ele existe?

Agora, sejamos mais realistas: numa internet com muitos trilhões de páginas de conteúdo, será que aquela pessoa que acessou seu site apenas DOIS DIAS atrás ainda se lembra que sua marca existe?

O jogo da influência, como ficou claro no último artigo, também é um jogo de repetição. Só a insistência repetida permite quebrar a barreira da indiferença, conquistar confiança, cultivar admiradores e superar os críticos. Sob condições normais, você precisa martelar sua marca repetidamente na mente do maior número possível de pessoas para que tenha a chance que um percentual significativo dessas pessoas se lembre de você.

Porque é preciso influenciar o influenciador

É preciso lembrar que o exercício de influência nem sempre se dará de forma direta sobre o seu público-alvo. É bastante provável que muitos dos mesmos tomadores de decisão que ignoraram seus e-mails e contatos telefônicos passem a prestar atenção à sua empresa se a virem sendo mencionada por pessoas cuja opinião consideram respeitável.

Não basta dirigir o conteúdo do seu site para o cliente que você deseja e torcer que ele um dia ele venha a acessá-lo. Você precisa orientar a sua política de marketing de conteúdo para atingir o maior número possível de influenciadores potenciais do tomador de decisão no menor tempo possível.

Porque a opinião pública se espalha em ondas

Você certamente já viu o efeito provocado por uma pedrinha ao ser atirada em um lago. Cada pedaço de conteúdo que você publica em seu site é uma pedrinha que você joga no lago da opinião pública.

Você atinge, primeiro, aquelas pessoas diretamente interessadas no tema, mas o processo não para por aí. Essas pessoas comentam seu conteúdo com outras pessoas. Citam-no em seus próprios sites e blogs. Compartilham-no nas redes sociais. Enfim, amplificam o seu conteúdo diversas vezes, atingindo outros públicos e contribuindo para aumentar cada vez mais o alcance de sua esfera de influência.

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