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Géssica Hellmann & Cia estamos juntos com O Torcedor!

Nós da Géssica Hellmann & Cia estamos juntos com “O Torcedor – www.otorcedor.com.br“, a melhor loja online para os torcedores apaixonados por esporte. Lá você pode encontrar os produtos oficiais das maiores torcidas do Brasil.

Nós assumimos a responsabilidade pelo gerenciamento de todas as táticas de marketing online que vão garantir o sucesso dessa iniciativa que faz de tudo para atender a todas as necessidades até dos mais exigentes fãs do esporte.

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Convidamos todos os nossos visitantes e clientes a conferir as ofertas da loja online “O Torcedor” e a enviar para nós suas impressões pelo formulário abaixo.







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O impacto dos SACs sobre as vendas e as mídias sociais

A Zendesk patrocinou um estudo realizado pela Dimensional Research sobre o impacto dos serviços ao cliente em empresas de porte médio na fidelização de clientes a longo prazo. O estudo foi conduzido através de um levantamento junto a 1046 indivíduos que tiveram experiências com o sistema de serviços ao cliente de empresas de porte médio. Veja a seguir os principais resultados e conclusões.

Que fatores tornam boa a interação com um Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC)? Fonte: Zendesk (2013) - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Que fatores tornam boa a interação com um Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC)? Fonte: Zendesk (2013) – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Os sistemas de atendimento ao cliente, sejam bons ou ruins, causam impacto nas receitas

  • Quando solicitados a classificar em uma escala de pontuação os fatores de confiança nos fornecedores, os serviços ao cliente foram classificados em primeiro lugar, com 3324 pontos, à frente do preço (3068 pontos), da marca (2220 pontos) e da solidez da empresa (1882 pontos).
  • 95% da amostra pesquisada relatou já ter tido experiências que classificaram como “boas” com serviços de atendimento a clientes. Os fatores mais citados para que uma experiência fosse classificada como “boa”:
  1. Solução rápida do problema: 69%
  2. Simpatia do atendente: 65%
  3. Solução em apenas uma interação, sem empurrar o problema para outras pessoas: 63%
  4. O resultado final coincidiu com o que o cliente esperava no momento em que fez a consulta: 47%.
  • 54% relataram já ter tido experiências classificadas como “ruins”. Os fatores citados como causa dessa classificação foram os seguintes:
  1. Tive que explicar o problema para mais de uma pessoa: 72%
  2. A pessoa com quem tive contato era desagradável: 67%
  3. A solução demorou tempo demais: 65%
  4. O problema não foi resolvido: 51%
  • 62% dos clientes B2B e 42% dos clientes B2C realizaram uma compra após uma boa interação com o sistema de atendimento ao cliente.
  • 66% dos clientes B2B e 52% dos clientes B2C desistiram de comprar após uma interação ruim.
  • 88% disseram já ter sido influenciados por um relato de experiência com serviços ao cliente na hora de tomar uma decisão de compra.

Efeitos a longo prazo do sistema de atendimento ao cliente

  • 24% continuam a procurar um fornecedor dois anos ou mais após uma boa experiência com o serviço de atendimento ao cliente.
  • 39% continuam a evitar fornecedores que proporcionaram uma experiência ruim.
  • Mulheres (45%), clientes B2B (51%), consumidores da geração X (54%) e famílias com alto nível de renda (79%) são os grupos que têm a maior probabilidade de continuar rejeitando fornecedores 2 anos ou mais após uma experiência ruim.

Histórias relativas ao serviço de atendimento a clientes espalham-se como fogo – especialmente as ruins

  • 95% compartilham com outras pessoas as experiências ruins e, 87%, as experiências positivas.
  • 54% compartilharam as experiências ruins com mais de 5 pessoas contra 33% que compartilharam as experiências boas com mais de 5 pessoas.
  • 58% têm maior probabilidade hoje de contar a outras pessoas sobre suas experiências com serviços de atendimento a clientes do que 5 anos atrás.
  • Clientes B2B, da geração X e lares com maior nível de renda têm maior probabilidade de compartilhar suas experiências do que outros grupos.

As mídias sociais são o lugar preferido para falar de experiências com serviços de atendimento a clientes

  • 45% da amostra pesquisa compartilham experiências ruins nas mídias sociais, contra 30% que compartilham as experiências boas.
  • 69% leram críticas positivas sobre serviços de atendimento a clientes contra 63% que declaram ter lido críticas negativas.

Consequências para as empresas brasileiras

Consumidor consciente: o site Reclame aqui convoca os consumidores brasileiros no Facebook a avaliar as empresas. Fonte: perfil do Reclame Aqui no Facebook

Consumidor consciente: o site Reclame Aqui convoca os consumidores brasileiros no Facebook a avaliar as empresas. Fonte: perfil do site Reclame Aqui no Facebook

Os resultados desta pesquisa não deveriam constituir surpresa para gestores e profissionais de marketing experientes. De fato, já em 2008 abordávamos o tema do uso das mídias sociais como forma de criar um elo de confiança com os clientes e, em 2011, tratamos especificamente da qualidade do atendimento em serviços, já adiantando a importância de diversos dos fatores identificados nesta pesquisa.

Os clientes, sejam B2B ou B2C, querem ser atendidos rapidamente, por uma pessoa simpática e inteligente, que seja capaz de resolver o seu problema na primeira interação, sem ser obrigado a explicar novamente o que deseja para várias pessoas diferentes. O cliente quer perceber que a empresa está realmente engajada em solucionar o seu problema de forma rápida e eficaz.

O papel das mídias sociais no processo é, como se pode ver, crucial. Os clientes estão cada vez mais conscientes de sua capacidade de exercer pressão sobre os fornecedores através das mídias sociais, compartilhando suas experiências, avaliando as experiências de outras pessoas e usando essas informações para tomar suas decisões de compra.

Deste modo, pautar a atuação de sua empresa nas redes sociais apenas pelos objetivos de obter “curtidas” ou limitar-se à promoção de produtos é deixar de lado o seu mais importante potencial: o diálogo. É importante localizar, monitorar, responder e reagir às manifestações de clientes nas mídias sociais, para identificar e resolver problemas em todas as etapas de sua empresa de compra – inclusive, no atendimento pós-compra, como mostra a pesquisa que apresentamos neste artigo.

É preciso levar a compreensão do papel das mídias sociais além das considerações táticas imediatas, da simples geração de leads, e entendê-la como uma imensa oportunidade de diálogo em todas as etapas do processo de compra. A partir dessa compreensão, é possível orientar estrategicamente sua ação para obter informações em todas as etapas do marketing, desde o desenvolvimento de produtos até o atendimento pós-venda.

Esta sempre foi a filosofia que pautou nossa abordagem sobre a mídias sociais: Mídia Social é diálogo. Quem aprender a dialogar estrategicamente, ganhará a vantagem competitiva sobre as demais empresas. Esta pesquisa é apenas mais uma comprovação do acerto de nossa abordagem.

Precisa de ajuda para dialogar estrategicamente com seus clientes nas mídias sociais? Entre em contato pelo formulário a seguir.







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5 passos para aumentar a taxa de conversão em seu site

O que é taxa de conversão

Conversão” é uma palavra-chave do marketing online e o objetivo principal de todo website comercial. Basicamente, uma “conversão” refere-se ao momento em que um visitante do seu site faz o que você gostaria que todo visitante fizesse. Por exemplo, em sites de e-commerce, você obtém uma conversão quando o visitante finaliza a compra de um produto. Caso o seu site não seja de e-commerce, uma conversão acontecerá quando um visitante fizer o que vocẽ espera dele, por exemplo, registrar-se para usar os serviços do seu site, assinar sua newsletter, responder a uma enquete, comentar os seus artigos ou enviar uma mensagem através do formulário de contato.

É claro que nem toda pessoa que visitar o seu site será “convertida”. Os motivos para isso serão tão variados quantas forem as pessoas que visitarem seu site. No caso de sites de comércio eletrônico, você pode receber visitas de pessoas que querem apenas avaliar suas ofertas, sem nenhuma intenção imediata de comprar. Outras pessoas podem ter a intenção de comprar imediatamente mas desejam antes pesquisar preços em várias lojas antes de tomar uma decisão.

Enfim, a realidade dos sites de e-commerce não é diferente, nesse aspecto, das lojas físicas que você encontra nas ruas e shoppings. Toda loja sempre verá alguns clientes entrando pela porta e saindo sem comprar nada.

Sendo assim, torna-se vital em qualquer estratégia de varejo o controle da taxa de conversão, isto é, do número porcentual de pessoas que realmente compram alguma coisa em relação ao total de pessoas que entram na loja.

Fórmula da taxa de conversão: número de compradores sobre número de visitantes

A importância da taxa de conversão: quando 1% vale muito dinheiro

Não é preciso argumentar demais para perceber que a taxa de conversão é uma variável estratégica que pode decidir o sucesso de sites de comércio eletrônico. Afinal, um site com taxa de conversão maior precisará de muito menos visitantes para obter um lucro maior. Observe a figura a seguir.

O volume de vendas obtido a cada nível de visitação varia fortemente de acordo com a taxa de conversão.

O volume de vendas obtido a cada nível de visitação varia fortemente de acordo com a taxa de conversão.

No gráfico acima, você pode ver uma simulação do valor das vendas mensais obtidas por um hipotético site de e-commerce, considerando um tíquete médio de apenas 50 reais, conforme varia o número de visitas a diferentes taxas de conversão. Assim, enquanto um site que receba uma média de 1000 visitas diárias somará menos de 20 mil reais em vendas se a taxa de conversão for de 1%, outro site que receba as mesmas 1000 visitas diárias venderá mais de 40 mil reais se a taxa de conversão for de 3%.

Ou seja, estamos falando de uma situação em que 0,1% pode valer muito dinheiro.

5 passos para aumentar sua taxa de conversão

1 – Use técnicas de marketing que estimulem o impulso de compra. Esse trabalho inclui a gestão diária do mix de produtos, ofertas especiais, pacotes promocionais, descontos relâmpago, sorteios, concursos, prêmios, brindes, cupons de desconto, entre muitos outros.

2 – Otimize a experiência dentro do site para facilitar a decisão de compra Certifique-se de que seu website tem um design otimizado para o usuário, com destaque para todas as informações importantes em cada contexto. Assegure-se de que as páginas do seu site carreguem rápido e apresentem informações fáceis de achar, tarefas fáceis de cumprir. Enfim, assegure-se de que todo o site esteja funcionando sem erros.

3 – Facilite a conclusão da compra. Um aspecto importante é a disponibilidade dos meios de pagamento preferidos pelos clientes. Poucas coisas podem ser tão frustrantes quanto ser obrigado a desistir de uma compra porque a loja não aceita o seu cartão de crédito!

4 – Dê ao visitante a segurança de que fez uma boa compra: Seu website precisa transmitir ao consumidor a confiança de que ele se encontra em um ambiente seguro, que respeita a privacidade de seus dados e seja capaz de resistir ao avanço de hackers. Sua loja online precisa também transmitir a confiança na solidez e na honestidade da empresa por trás do site, garantindo a satisfação do cliente com produtos de boa qualidade e assumindo a responsabilidade por defeitos ou erros cometidos no processamento dos pedidos.

5 – Estabeleça um relacionamento com seus visitantes. Você precisa reforçar a boa impressão causada pela experiência de comprar em sua loja. Incentive o visitante convertido a manter-se em contato, assinando seus feeds e suas newsletters. Estimule-o a ler o seu blog e a acompanhar sua empresa nas redes sociais. Surpreenda-o com ofertas especiais para clientes assíduos, ofereça vantagens por sua preferência e conquiste sua fidelidade. Convide-o a apresentar sua loja e recomendar seus produtos aos amigos e conhecidos.

Todas as empresas de e-commerce que seguem esses 5 passos experimentam taxas de conversão muito superiores às apresentadas no gráfico deste artigo, enquanto as demais limitam-se a sonhar com o dia em que chegarão a 1%. A escolha é sua!

Precisa de mais ajuda? Entre em contato!







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Pesquisa: o uso das mídias sociais nos serviços ao cliente

Nas Mídias Sociais é preciso ter a ousadia de liderar com ações inovadoras - Imagem por Géssica Hellmann

Nas Mídias Sociais é preciso ter a ousadia de liderar com ações inovadoras – Imagem por Géssica Hellmann

A empresa Sword Ciboodle associou-se à consultoria ThinkJar para conduzir um estudo junto a 400 profissionais de marketing em 10 segmentos industriais diferentes ao redor do mundo para descobrir o que eles estão fazendo em termos de prestação de serviços ao cliente nas mídias sociais, como estão medindo o retorno do investimento, como estão financiando esse investimento e que fatores consideram mais importantes. Neste artigo, apresentamos os principais resultados desse estudo, complementando, onde cabível, com observações sobre a realidade empresarial brasileira. Veja a seguir as principais conclusões.

  • Adoção: 59% das empresas pesquisadas adotaram o Twitter e 60% adotaram o Facebook, sendo que 85% das empresas que adotaram uma dessas mídias adotou também a outra.
  • Desafios: Justificar, integrar e medir os resultados continuam sendo citados como os aspectos mais desafiadores do marketing em mídias sociais.
  • Diferenças na utilização: A pesquisa identificou fortes diferenças no modo de utilização das mídias sociais dependendo do porte, segmento de mercado e geografia.
  • Melhores práticas: Embora os casos de sucesso no uso de canais de comunicação, seja na internet ou fora dela, surjam do foco nas necessidades do cliente, a pesquisa revela que apenas um terço da amostra envolve os usuários no desenvolvimento e implementação de novos canais.
  • Convicção: 89% das empresas pesquisadas afirmam que abraçar o marketing em mídias sociais é o caminho certo para suas empresas, mesmo nos casos em que há dificuldade em medir o resultado de suas ações
  • Porte: As empresas grandes desbravam o território em busca da vantagem competitiva. As empresas médias adotam lentamente as mídias sociais, dando preferência às técnicas testadas e aprovadas. Já as empresas menores observam o que fazem as maiores à espera de soluções compatíveis com suas limitações orçamentárias.
  • Integração: A probabilidade de sucesso no lançamento de canais de mídia social aumenta consideravelmente quando feito de forma integrada.
  • Mudanças: À medida que um número cada vez maior de questões relativas a serviços ao cliente são direcionadas às mídias sociais, as empresas questionam a utilidade de métricas tradicionais, como tempo de resposta e solução no primeiro contato

Além dos resultados genéricos, alguns números individuais da pesquisa são bastante reveladores. Quando questionados quanto aos fatores que causam maior impacto sobre a decisão de abrir um novo canal de atendimento e serviços ao clientes, os fatores mais mencionados foram “Solicitação de Clientes” (65%), “Concorrentes já estão fazendo” (56%) e “Pesquisa de Mercado” (56%). Por outro lado, no momento de decidir por um novo canal específico, 80% recorrem à equipe interna, enquanto o envolvimento do cliente através de pesquisa de mercado se dá em apenas 35% dos casos e a participação do usuário nas equipes de criação não passa de 20%.

O amadurecimento das mídias sociais como forma de atendimento e serviços ao cliente já é um fato constatável. Nada menos que 61% das empresas pesquisadas já oferecem esse serviço há pelo menos 6 meses, enquanto 39% têm mais de 1 ano de experiência nessa atividade.

Embora existam ambiguidades quanto à mensuração de resultados, 89% dos executivos consultados consideram que a oferta de canais de serviços ao cliente nas mídias sociais é benéfica para a empresa e 91% que traz benefícios ao cliente final. O principais benefícios citados foram a redução de custos do suporte ao cliente, desvio para a internet de chamadas telefônicas e aumento na satisfação e lealdade dos clientes.

Consequências para as empresas brasileiras

Durante toda esta série de artigos em que publicamos resultados de pesquisas conduzidas no exterior, observamos uma forte coincidência com nossas próprias percepções sobre o comportamento das empresas brasileiras nas mídias sociais. Consideramos bastante provável que estudos semelhantes conduzidos no Brasil detectassem a presença entre nós da maior parte dos fatores detectados nessas pesquisas, com algumas variações quanto à saliência de fatores individuais.

Esse estudo da Sword Ciboodle/ThinkJar não é exceção. Sendo assim, destacamos as seguintes ideias para sua reflexão, a partir de nossos registro diário de contatos com clientes e prospects, além de nossa pesquisa permanente sobre ações em mídias sociais conduzidas por empresas brasileiras:

  • Adoção: há um desejo e uma consciência crescentes quanto à necessidade de participar das mídias sociais, acompanhados de um forte receio de se tratar de um investimento sem retorno definido. A maior expectativa é que as mídias sociais favoreçam as vendas, sendo limitada a percepção do potencial de prestação de serviços pós-venda.
  • Envolvimento do cliente: Encontramos com grande frequência forte resistência às sugestões de envolvimento direto dos usuários na formulação de ações e políticas de mídia social, sendo preferida a decisão interna quanto ao que pode ser dito ou feito nas mídias sociais.
  • Porte da empresa e atitude frente à inovação: O quadro retratado na pesquisa parece se reproduzir fielmente no Brasil: os grandes testam e inovam, os médios aplicam o que já foi testado e os pequenos observam à distância. De fato, as pequenas e médias empresas precisam abrir os olhos para a oportunidade de crescimento representada pelas mídias sociais aos que tiverem a ousadia de liderá-la com ações inovadoras em vez de simplesmente copiar ações que funcionaram para os grandes.
  • Integração: Ainda observamos muitas tentativas de obter sucesso com ações isoladas vendo seus esforços neutralizados concorrentes que adotam uma abordagem integrada.

A principal conclusão que você precisa ter em mente é a seguinte: o marketing em mídias sociais está caminhando rapidamente para a maturidade. As empresas que acumularem agora experiência e consolidarem seus esforços de forma integrada nas mídias sociais estarão criando uma forte barreira à entrada por parte de novos concorrentes. Uma vez que sua empresa esteja na posse de uma posição a cada dia mais sólida nas redes sociais, ficará cada vez mais difícil, mais demorada e mais cara para os concorrentes a tarefa de conquistar o seu espaço. Por isso, convidamos você a entrar em contato agora através do formulário abaixo para começar a implementar o mais rapidamente a sua estratégia de marketing nas redes sociais.







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Geração do Milênio e o marketing em mídias sociais no Brasil

O Boston Consulting Group (BCG) realizou um estudo sobre a geração do Milênio (também conhecida como “geração Y”) nos Estados Unidos, procurando identificar seus hábitos de consumo e entender melhor seu relacionamento com as marcas. A pesquisa envolveu entrevistas com 4000 membros da geração do Milênio – pessoas entre 16 e 34 anos – e 1000 indivíduos com idade entre 35 e 74 anos, definidos como “não-Milênios”. Para efeito de simplificação da linguagem, vamos nos referir aos membros da geração do Milênio neste artigo como “Milênios”.

Percepção e autopercepção dos Milênios

A primeira pergunta importante do estudo revela diferenças no modo como os Milênios percebem a si mesmos e como são percebidos pelos não-Milênios. Confira a “tag cloud” da figura 1.

Figura 1 – Os Milênios têm uma visão geralmente favorável de si mesmos, em contraste com a avaliação muito mais severa dos não-Milênios. Fonte: BCG

Figura 1 – Os Milênios têm uma visão geralmente favorável de si mesmos, em contraste com a avaliação muito mais severa dos não-Milênios. Fonte: BCG

Uma consequência fundamental dessa diferença de percepção é a vantagem que terão as empresas capazes de superar seus próprios preconceitos e de aceitar, compreender e explorar a autopercepção dos Milênios em suas ofertas de produtos e marcas.

Os Milênios, como se suspeitava, são notórios consumidores de tecnologia, sentindo-se extremamente confortáveis com as inovações tecnológicas. Veja alguns dados na figura 2.

Figura 2 – Nascidos num mundo digital, os membros da geração do Milênio são mais confortáveis com a inovação tecnológica. Fonte: BCG Imagem: Géssica Hellmann & Cia.

Figura 2 – Nascidos num mundo digital, os membros da geração do Milênio são mais confortáveis com a inovação tecnológica. Fonte: BCG Imagem: Géssica Hellmann & Cia.

Mais tempo online, menos tempo diante de livros impressos e da TV. Somente 26% dos Milênios passam mais de 20 horas semanais diante da TV, contra 49% dos não-Milênios, sendo mais provável que o façam através de serviços online do que no aparelho tradicional.

Traços comportamentais e atitudes dos Milênios

Com relação às atitudes e comportamentos genéricos relacionados à geração, o BCG destaca 4 traços fundamentais do Milênios:

  • Imediatismo: Facilidade, rapidez, eficiência e conveniência são fatores extremamente valorizados em todas as relações de consumo. Como estão sempre apressados, uma questão chave para o marketing é determinar como fazê-los gastar mais tempo com sua marca.
  • Testemunhos: a autoridade mais confiável para testemunhar sobre a qualidade de um produto é o usuário com uma experiência de primeira mão para relatar, mais do que o profissional ou o acadêmico. A probabilidade de que um Milênio procure saber mais sobre uma marca nas redes sociais é de 53% contra 37% entre os não-Milênios.
  • Sociabilidade: Os Milênios usam a tecnologia para conectar-se a um número maior de pessoas, com maior frequência e em tempo real. Usam mais as mídias sociais, têm maior número de “amigos” e “seguidores” do que os não-Milênios, e concordam fortemente com a noção de que suas vidas são mais ricas quando estão conectados a pessoas nas mídias sociais.
  • Causas: Os Milênios acreditam mais em incorporar às causas a seu dia a dia, por exemplo, comprando produtos associados a uma causa, do que fazendo doações isoladas em dinheiro. Por outro lado, o engajamento em trabalho voluntário é bem menor do que esperado, tendo sido cunhada a palavra “folgativismo” (“slacktivism” em inglês) para descrever o engajamento que requer pouco esforço pessoal.

Segmentação dos Milênios

Sendo óbvio que há imensas variações individuais dentro de uma mesma geração, o BCG realizou um esforço de segmentação, identificando seis grupos principais.

Figura 3 – Estudo divide os Milênios em 6 segmentos principais Fonte: BCG

Figura 3 – Estudo divide os Milênios em 6 segmentos principais Fonte: BCG

  • Hip-ênios: Representam 29% do total. Identificam-se com a frase. “Eu posso fazer do mundo um lugar melhor”. Definidos como consumidores cautelosos, dotados de consciência global, espirito beneficente, ávidos por informação. São os maiores usuários de mídias sociais, mas não contribuem com muito conteúdo. A maioria são mulheres com empregos abaixo da média.
  • Gurus de gadgets: Somam 13% do total. Identificam-se com a frase “É um grande dia para ser eu”. Bem sucedidos, antenados, confiantes, sentem que esta é sua melhor década. São grandes consumidores de dispositivos tecnológicos e contribuem fortemente com conteúdo. A maioria é de homens solteiros com renda acima da média.
  • Mamães do Milênio: Somam 22% e sua frase é “Eu adoro fazer ginástica, viajar e mimar o meu bebê”. São ricas, confiantes, orientadas para a família, praticam atividades físicas. São íntimas de tecnologia, intensas em sua atividade online, altamente sociáveis e ávidas por informação. Podem se sentir isoladas em sua rotina diária. São mais velhas e com a renda mais alta.
  • Verde e Limpo do Milênio: Somando 10%, sua frase é “Eu posso cuidar de mim mesmo e do mundo à minha volta”. Impressionáveis, orientados para causas, saudáveis, verdes, otimistas. Contribuem com grande volume de conteúdo, normalmente relacionados a alguma causa. Em sua maioria são homens, jovens, hispânicos, estudantes em tempo integral.
  • Anti-Milênio: Representam 16% do total e sua frase é “Estou ocupado demais cuidando de meus negócios e da minha família para me preocupar com outras coisas”. Conservadores, com mentalidade local, não estão dispostos a gastar mais por produtos “verdes”. Procuram conforto e familiaridade em vez excitação, mudança ou interrupções em sua rotina. Maioria de mulheres, hispânicas, moradores do Oeste dos Estados Unidos.
  • Milênio da velha escola: Totalizam 10%. Sua frase: “O Facebook é muito impessoal, vamos nos encontrar para tomar um café”. Consumidores cautelosos, confiantes, independentes, autodirecionados. Gastam o menor tempo online entre todos os segmentos. São mais velhos e, mais provavelmente, hispânicos.

Consequências para o empresário brasileiro

É evidente que uma descrição de mercado em termos como os da pesquisa do BCG exerce um imenso impacto sobre as decisões de marketing das empresas atuantes nos Estados Unidos. Desde o conceito do produto até o seu design, distribuição, preço e comunicação, tudo deverá ser adaptado para adequar-se à descrição do seu consumidor-alvo, tendo em vista o seu comportamento e os seus valores. Entretanto, o fato da pesquisa ter sido realizada nos Estados Unidos pode suscitar a crítica fácil de que “a realidade brasileira é diferente e, portanto, esses resultados não servem para nossa realidade”.

Em primeiro lugar, é preciso considerar que a realidade brasileira não é estanque em relação ao resto do mundo. Cada vez mais, nossa população está conectada à internet, utilizando serviços e produtos móveis. Por exemplo, no mês de março de 2012, o número de celulares em todo o Brasil ultrapassou a barreira dos 250 milhões, sendo que os acessos 3G chegaram a 52 milhões.

Em segundo lugar, a atração da população brasileira pelas redes sociais sequer chega a ser novidade, como atesta pesquisa da Experian Marketing Services, que revela que os acessos ao Facebook no fim de semana já superam os acessos ao Google.

Em terceiro lugar, os serviços de redes sociais mais populares, sendo a maioria deles originários e sediados nos Estados Unidos, expõem nossa população ao convívio diário com os valores e comportamentos típicos da população americana, sendo natural uma absorção ainda que parcial dessa visão de mundo.

Em quarto lugar, a população brasileira também está exposta ao marketing nas redes sociais e também vai consolidando na posição de objetos de desejo os mais diversos gadgets tecnológicos, sendo natural o compartilhamento de informações sobre os diversos produtos.

Em quinto lugar, como o marketing está se tornando cada vez mais global, as marcas estrangeiras disseminam ao redor do mundo mensagens promocionais desenvolvidas com base em caracterizações de público-alvo geradas no mercado norte-americano.

Considerando todos esses fatores, embora evidentemente não seja possível dizer que os resultados da pesquisa do BCG se aplicam diretamente ao caso brasileiro, consideramos pouco razoável descartá-los aprioristicamente sem a aplicação de um estudo semelhante à nossa população.

O que o bom senso nos diz é que toda a informação em torno da geração dos Milênios e o imenso interesse pela expressão geração Y provavelmente acaba por gerar pelo menos um efeito de profecia autorealizável: os jovens passarão a crer que participam da geração Y com base no que leram sobre a geração Y e com base no que o marketing das empresas globais comunicam sobre esse público.

Figura 4 - O Google Trends informa uma explosão de interesse pela expressão "Geração Y" a partir de 2010

Figura 4 – O Google Trends informa uma explosão de interesse pela expressão "Geração Y" a partir de 2010

Sendo assim, os empresários brasileiros devem atuar cada vez mais nas redes sociais com o objetivo de coletar informações em primeira mão com esse público, registrando suas semelhanças e diferenças com o caso americano e usando esse precioso recurso para gerar vantagem competitiva sobre seus competidores internacionais.

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