Géssica Hellmann & Alex Oliveira

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Black-Hat SEO (otimização de sites): Vantagem que vem fácil, vai fácil…

Parece incrível mas, um ano atrás, “ninguém” havia ouvido falar em SEO. De um ano para cá, “todo mundo” virou especialista em SEO.

A febre do “primeiro lugar no google” tomou conta da web brasileira, e todo mundo quer aprender algum “truque” para conseguir primeiros lugares em páginas de resultados.

Logicamente, ninguém quer pagar o preço que vale o serviço. É nesse momento que surgem os mágicos, tirando coelhos da cartola por 300 reais… Ou menos.

Também logicamente, quem cobra tão barato está cortando custos onde não deve… E é aí que começa o problema.

As técnicas que vou apresentar a seguir representam tudo o que você NÃO DEVE fazer em seu site.

Você pode conseguir posicionamento na primeira página, e até em primeiro lugar com essas técnicas? Claro que pode. Por quanto tempo? Deus sabe!

Ou, melhor, seus concorrentes sabem. Se você usa uma tática anti-ética para passar à frente de seus concorrentes, você acha mesmo que eles não vão botar a boca no trombone assim que descobrirem?

Se seus concorrentes não sabem onde fica o trombone, vão achar neste post deste site, logo a seguir:
Onde denunciar sites que usam técnicas de SEO Black-Hat?

No Google:
http://www.google.com.br/contact/spamreport.html

No Yahoo!:
http://help.yahoo.com/l/us/yahoo/search/spam_abuse.html [URL não mais disponível em 09/12/2012]

No Bing:
https://feedback.discoverbing.com/default.aspx?mkt=pt-br&productkey=bingweb&brand=&&scrx=0

Basta uma denúncia bem fundamentada nesses formulários para que seu website desapareça do mapa.

Vamos ver, portanto, quais são as técnicas de SEO que você não deve permitir em seu site. Se o seu consultor de SEO usar uma dessas práticas sem seu conhecimento, demita-o assim que descobrir.

1 – “Keyword stuffing“: significa encher sua página com repetições intermináveis das palavras-chaves. Em geral, você estará bem servido com palavras-chaves no título da página (title tag), descrição (tag description), títulos e subtítulos de conteúdo (tags h1 a h6), e uma ocorrência em negrito no corpo do texto, de preferência no início do primeiro parágrafo. No resto do texto, deixe a palavra ocorrer naturalmente. Se puder inserir naturalmente sua palavra-chave e variações ao longo do texto e ao final do último parágrafo, não fará mal nenhum.

2 – Texto e Links Ocultos (“Hidden Text and Links”): como o “keyword stuffing” tende a deixar o texto ilegível ou, no mínimo, insuportavelmente chato para seres humanos (Imagine um texto imaginário com todas as imagináveis variações da palavra imaginação e você terá uma imagem clara do que é “keyword stuffing”), os webmasters costumam esconder esse texto horroroso publicando-o em fonte de mesma cor do plano de fundo. Variações sobre o mesmo tema incluem textos em cor “quase” idêntica ao do plano-de-fundo (ilegível pela maioria das pessoas), em tamanhos de fonte extremamente pequenas, links escondidos em arquivos de “imagem” em formato 1×1 pixel, entre outras artimanhas.

3 – Páginas de entrada (Doorway Pages): uma página inicial, ou de introdução, com uma bela animação em flash para entreter o usuário e um bocado de texto e links ocultos constituem casos elegantes de páginas de entrada. Na maior parte dos casos, a página tem contéudo zero, ou quase nulo, e sua função é única e exclusivamente promover uma palavra ou conjunto de palavras junto aos usuários, na esperança de atrair visitas e, diante da ausência de conteúdo, esses visitantes acabem clicando em um link para o site principal ou em algum dos anúncios da página.

4 – Camuflagem (Cloaking): é um termo que descreve um conjunto muito amplo de técnicas de programação que possibilitam que os sites apresentem um conteúdo para os usuários e outro bem diferente para os robôs de busca. Muitas táticas de camuflagem são legítimas, como por exemplo, as páginas de conteúdo exclusivo para usuários cadastrados. Mas, quando seu objetivo é enganar o robô de busca e, conseqüentemente, o usuário, você se sujeita a penalidades.

5 – Páginas de redirecionamento (Redirects). Como as páginas de entrada normalmente têm conteúdo zero, muitos spammers transformam-nas em páginas de redirecionamento, para que o usuário não perceba a trapaça.

6 – Conteúdo duplicado. Consiste em criar clones da mesma página em diversos endereços diferentes.

7 – Interlinks. Consiste em comprar dúzias de domínios diferentes e tratá-los como sites diferentes, cuidando para que todos contenham links para os outros sites. Nos casos mais elegantes, acrescentam-se pequenas variações nos textos para evitar acusações óbvias de conteúdo duplicado.

Nos próprios formulários de denúncia, você encontrará outros exemplos de técnica black-hat que podem causar a exclusão de sua página dos índices dos buscadores. Evite a tentação de usar essas técnicas e aposte na consistência de seu negócio web ao longo tempo.

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Black-Hat SEO (otimização de sites): Ganhe dinheiro, rápido, antes que o seu site seja banido!

Há duas maneiras de encarar o desafio da otimização do seu site para os buscadores, especialmente para o Google.

A primeira é a de curto-prazo. Aplica-se quando o webmaster focaliza os ganhos rápidos, em alto volume e pretende manter o site no ar por curto período de tempo. Nesse caso, a solução inclui abrir uma conta na pizzaria mais próxima, porque o webmaster vai ficar 24 horas por dia na frente do computador. A intenção é descobrir uma “fórmula mágica” para enganar os buscadores e aparecer logo na primeira página.

Basicamente, esse tipo de webmaster não planeja um site pensando nos usuários, mas no “algoritmo” das ferramentas de busca. O desafio não está em conquistar pessoas, mas em “crackear”, abrir uma brecha no sistema.

Esses métodos existem? Existem, mas têm vida curta. São chamados de “black hat” (“cartola preta”), no jargão SEO. Basicamente, você vai freqüentar fóruns especializados nesse tipo de técnica anti-ética e vai conseguir tráfego em altíssimo volume… Até que o Google descubra o que você anda fazendo, classifique-o como “spam site” e retire-o do índice.

Não se iluda: quanto mais eficiente for uma técnica “black hat”, mais rapidamente ela será copiada por milhares de webmasters espertinhos e ainda mais rapidamente será descoberta e penalizada pelas ferramentas-de-busca.

Pior: quanto maior a vontade de fazer dinheiro fácil, maior a probabilidade de cair em golpes (scams) de empresas e profissionais anti-éticos que gostam de fazer dinheiro fácil enganando pessoas que querem ganhar dinheiro fácil…

Lembre-se: para o Google, o webmaster é sempre o responsável pelo conteúdo de seu site. Mesmo que o seu site tenha sido atacado por hackers, ele será penalizado da mesma forma até que você corrija o problema.

A segunda abordagem é a de longo-prazo. Nesse caso, seu objetivo é manter o site no ar por muito tempo, oferecendo conteúdo útil e de alta qualidade para os usuários da Internet e, paulatinamente, ganhando confiança e respeito tanto dos seus visitantes quanto das ferramentas-de-busca. Seu site será adicionado aos “Favoritos” de milhares de navegantes, será mencionado em blogs e sites de terceiros, receberá links e indicações…

Conteúdo útil e de qualidade é tudo o que querem os usuários de Internet. E tudo o que querem as ferramentas de busca é oferecer resultados de pesquisa que reflitam esse desejo. Os resultados das buscas são constantemente atualizados e modificados para mantê-los em alto nível.

Se esse é seu objetivo, não planeje seu site pensando em “algoritmos”. Primeiro planeje o conteúdo, depois otimize-o para o Google. No próximo tópico, vamos abordar algumas dicas e técnicas de planejamento de conteúdo.

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