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Pesquisas brasileiras confirmam tendências internacionais

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Autor: Géssica Hellmann | Data: 26/12/2012 |


Pesquisas feitas no exterior são aplicáveis ao Brasil?

Nós temos publicado neste blog, com bastante frequência, resultados de pesquisas internacionais que apontam tendências relativas ao consumo de mídias sociais e ao marketing de conteúdo B2B e B2C em diversos países.

Pesquisa revela preferência do consumidor brasileiro por marcas que interagem nas mídias sociais, confirmando tendência de pesquisas internacionais - Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Pesquisa revela preferência do consumidor brasileiro por marcas que interagem nas mídias sociais, confirmando tendência de pesquisas internacionais – Gráfico por Géssica Hellmann & Cia.

Entretanto, sempre pode surgir uma dúvida: será que esses resultados são aplicáveis ao Brasil? No caso das pesquisas divulgadas neste blog, nós sempre escolhemos os casos em que julgamos ter motivos para supor que a resposta a essa pergunta é positiva. Dedicamos o restante deste artigo a explicar em que baseamos esse julgamento.

A tecnologia é transcultural, transnacional e padronizadora de comportamentos

A microinformática, a internet e as mídias sociais já estão disponíveis em larga escala há tempo suficiente para que nos seja autorizado caracterizá-las como um fenômeno humano que transcende fronteiras culturais. Não há país ou cultura, hoje, que possa prescindir de microcomputadores, notebooks, smartphones e tablets – equipamentos cuja base tecnológica é transnacional e transcultural. Esses equipamentos funcionam sobre sistemas operacionais que, na quase totalidade dos casos, também são transnacionais e transculturais, sendo apenas adaptáveis ao idioma do utilizador. Os softwares utilitários, também chamados de “aplicativos” ou “apps”, têm origem mais variada mas são quase sempre construídos sobre uma base de linguagens utilizáveis em múltiplas culturas e nações, tendendo a seguir um mesmo padrão visual responsivo a idênticos padrões comportamentais do usuário.

O ponto a que queremos chegar é que, independentemente de sua cultura ou idioma, o processador de textos que você utiliza será, inevitavelmente, muito parecido com o utilizado por um usuário árabe ou chinês. Deste modo, o seu comportamento diante de um processador de textos será idêntico ao de qualquer outro usuário ao redor do mundo: você clicará nos mesmos lugares para obter os mesmos resultados. O mesmo vale para praticamente qualquer outro tipo de software utilitário, seja de qual for o fabricante.

Os sites de mídias sociais são aplicativos utilitários

Os sites de mídias sociais, em última análise, são muito mais do que simples “páginas web”: são autênticos aplicativos utilitários executados em um servidor remoto. Desenvolvidos para atender a uma categoria universal de necessidades humana – as necessidades de relacionamento social – esses sites são construídos sobre uma base de conhecimento universal acerca do comportamento humano diante de computadores.

Diante desses fatos, torna-se simplesmente lógica a expectativa, com alguma variação normal, de que o sucesso de uma tecnologia em um país ou cultura tenda a ser seguido nos demais, o mesmo valendo para o comportamento de consumo dessa tecnologia. Surpreendente, mesmo, será sempre a variação regional e local. Muitas vezes, essas variações serão simples reflexos de diferentes estágios de adoção da tecnologia entre diferentes povos. É frequentemente observável uma equalização internacional do comportamento dos usuários conforme cresce o tempo de experiência dessas pessoas com a mesma tecnologia.

Note que não estamos defendendo a aplicação mecânica de pesquisas realizadas no exterior ao processo decisório de empresas nacionais. A conclusão correta e necessária de toda esta discussão é a de que, à falta de pesquisas específicas sobre mídias sociais e marketing de conteúdo para fundamentar uma decisão no mercado brasileiro, em boa parte dos casos corre-se baixíssimo risco ao extrapolar os resultados de pesquisas realizadas no exterior para o mercado nacional. As exceções, obviamente, referem-se às pesquisas relativas a percepção de marcas, opiniões, preferências e sentimentos, entre outros fatores subjetivos em que se pode realmente esperar forte variação entre culturas.

Exemplos de pesquisas brasileiras que confirmam tendências internacionais

No site Latin Link, encontramos uma série de pesquisas recentíssimas sobre os hábitos de brasileiros nas mídias sociais que coincidem fortemente com os  resultados de diversas pesquisas já publicadas neste blog. Confira:

  1. Mídias sociais influenciam compras. Pesquisa da Fecomércio revela que 48% dos usuários paulistanos de mídia social são influenciados pelas mídias sociais em suas decisões de compra, 25% usam as mídias sociais para comprar e 18% se dizem inclinados a experimentar. Já uma pesquisa IBOPE em nível nacional mostrou que as mídias sociais influenciam as decisões de compra de 25% dos usuários brasileiros de internet.  Essas pesquisas refletem diretamente os resultados de várias outras que já publicamos neste blog. Exemplos: Atividades de Marketing de Conteúdo em mídia social favorecem compra por impulso, Marketing de Conteúdo atrai clientes a custo mais baixo, 6 fatos e conclusões sobre o e-commerce na América Latina, Pesquisa revela principais benefícios das mídias sociais na visão dos executivos de marketing.
  2. Anúncios em mídias sociais são eficientes. Estudo da empresa de pesquisa Animux mostrou que 46% dos internautas brasileiros leem e 33% clicam nos anúncios que veem nas mídias sociais. Pesquisas internacionais consistentes com essa tendência: Clientes confiam mais em sites do que em anúncios, Nielsen: internet cresce mais do que todas as mídias em 2012, 6 estatísticas de mídia social para abalar sua concorrência.
  3. Empresas que interagem nas mídias sociais sem fazer spam ganham a preferência. Pesquisa da H-Mídia em conjunto com a M.Sense mostrou que 76% dos brasileiros preferem empresas que interagem com eles nas mídias sociais. Entretanto, apenas 40% curtem páginas de marcas no Facebook e 50% seguem marcas no Twitter, sendo que o motivo alegado para não seguir uma marca é o excesso de mensagens promocionais – spam – uma tendência já foi apontada na pesquisa Consumidor exige distinção clara entre marketing e conteúdo.
  4. Pessoas consomem mais de uma mídia ao mesmo tempo. Estudo internacional da Ericcson Consumer Lab mostrou que 73% dos brasileiros interagem nas mídias sociais enquanto assistem à TV, sendo que 25% usam as mídias sociais para fazer comentários em tempo real sobre os programas. Esse resultado é muito semelhante ao da pesquisa Marketing de conteúdo e a presença em múltiplas plataformas.
  5. O mobile commerce é uma tendência inexorável. Outro estudo publicado na Latin Link sobre o Mobile Commerce no Brasil revela comportamentos de compra muito semelhantes aos já abordados nos artigos Accenture confirma ascensão do mobile marketing e Smartphones e o Marketing de Conteúdo para varejo: 93% dos brasileiros que fazem compras pelo celular usam o dispositivo para pesquisar informações sobre produtos, 63% os usam para comparação de preços, 62% enviam SMS sobre produtos, 56% fotografam os produtos que querem comprar e 39% têm um aplicativo de QR Code.

Conclusão: decisões de marketing online precisam ser baseadas em pesquisas

Após aprofundar-se um pouco nos resultados de pesquisas em marketing, todas as pessoas inteligentes chegam pelo menos às seguintes conclusões:

  1. Bom senso não é suficiente. Na maioria dos casos, as pesquisas revelam dados surpreendentes para o tomador de decisão. Em boa parte desses casos, os resultados das pesquisas contradizem diretamente o que o profissional de marketing pensava antes de conhecer o resultado. Por isso, afirmamos que as decisões de marketing online precisam ser baseadas em pesquisas.
  2. Sempre que possível, providencie pesquisas de fonte primária. Pelo menos as decisões estratégicas fundamentais do seu negócio devem ser baseadas em informação produzida sob medida para seus objetivos. Afinal, as pesquisas produzidas por terceiros podem não incluir toda a informação de que você necessita para uma decisão segura.
  3. O profissional de marketing online deve permanecer imerso em pesquisas de fonte secundária. É vital permanecer atento a todas as pesquisas que estejam sendo publicadas em sua área de interesse. Analise os relatórios resumidos e reserve um orçamento para comprar os relatórios completos mais relevantes para seu caso. Estude os resultados e organize-os em uma base de conhecimento, classificando-os de acordo com as áreas de decisão importantes para você. Use essa base de conhecimento para identificar as lacunas de informação que demandem a contratação de pesquisas de fonte primária.
  4. A pesquisa secundária comparada deve ser uma referência permanente em sua base de conhecimento. À falta de pesquisa secundária específica para o mercado brasileiro, mantenha-se sempre alerta a pesquisas realizadas em mercados estrangeiros, pois elas podem alertá-lo precocemente para oportunidades ou ameaças ainda não detectáveis no mercado nacional. Caso os resultados dessas pesquisas sejam especialmente importantes no seu processo de tomada de decisão, encomende uma pesquisa primária para verificar os resultados específicos no mercado brasileiro.

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